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A mostrar mensagens com a etiqueta Marinha Grande

A tela de boca de cena do Teatro Stephens

  A 24 de Agosto de 1941, a Marinha Grande inaugurava o novo Teatro Stephens , depois de, na década de 30, o velho teatro ter sido atingido por um incêndio. Nesse mesmo ano, Alberto Nery Capucho, que tinha vindo para a Marinha Grande em 1931 para leccionar desenho na Escola Industrial, que funcionava ao lado do teatro, pinta uma enorme tela para servir de “pano de boca” no novo teatro. Trata-se de uma gigantesca pintura a óleo sobre tela cujo «suporte é constituído por faixas de tela cozidas na vertical e pregadas a duas réguas de madeira, suspensa no topo e rematada na parte inferior com barra metálica.» (1). Nela, a toda a largura e altura do palco, estão representadas algumas das actividades industriais, sociais e culturais daquela época na Marinha Grande. Nesta alegoria aos Stephens, ao alto, no centro, podem ver-se dois supostos anjos, um deles segurando o escudo com as insígnias da Marinha Grande e o outro uma roda dentada, símbolo da indústria. Ao fundo, em segundo plano...

Bolo de Pinhão

            Dizem os historiadores que o Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei foi outrora maioritariamente constituído por pinheiros mansos, talvez a mata autóctone desses remotos tempos, e que  D. Dinis, no seu reinado (1279-1325), se terá interessado particularmente pelo Pinhal, tendo como objectivos principais segurar as areias que os ventos arrastavam para as terras do interior, prejudicando a agricultura, e a obtenção de madeira para futuro desenvolvimento da construção de barcos para uso no comércio marítimo e pescas.             Consta que D. Dinis tendo conhecimento de uma espécie de pinheiro existente em França, com maior altura e melhor aprumo, o que lhe garantia melhor madeira para desenvolvimento da indústria naval, de lá mandou vir sementes dessa espécie para plantação no Pinhal Real, teoria cada vez mais posta em causa por novas descobertas que parecem indica...

Da Marinha Grande para Caldas da Rainha por correio em 1874

In: "Diário Ilustrado", nº 627, Ano 3, Sábado, 6 de Junho de 1874 (Biblioteca Nacional de Portugal – Biblioteca Nacional Digital)

Ainda a restauração do Concelho da Marinha Grande

            A notícia publicada na “Ilustração Portuguesa”, um suplemento do jornal “O Século”, na sua edição de 17 de Abril de 1916, diz no seu primeiro parágrafo: “A restauração d´este concelho, que tão entusiasticamente foi festejada por aquele importante centro de indústria e de trabalho (…)”… Ora, após ter sido extinto em 1838, depois de inicialmente atribuído em 1836, o Concelho da Marinha Grande veio a ser restaurado apenas no Século XX em 19 de Março de 1917, tendo a nova Comissão Instaladora tomado posse a 26 do mesmo mês.             Sendo publicada em 1916, aparentemente contraditória, esta notícia creio referir-se mais concretamente à aprovação do projecto de restauração do concelho, do qual foi um dos principais impulsionadores o empresário Guilherme Pereira Roldão e conforme se pode ler no fim da mesma notícia.         ...

Noticiando a restauração do Concelho da Marinha Grande

            A restauração do Concelho da Marinha Grande, após este ter sido extinto em 1838, depois de inicialmente ter sido atribuído em 1836, veio a acontecer já no Século XX, em 19 de Março de 1917, tendo a nova Comissão Instaladora tomado posse a 26 do mesmo mês.             O Povo, em “vibrante regozijo pela conquista da sua autonomia, há tantos anos desejada e tantas vezes prometida”, concentrou-se frente ao edifício dos paços do concelho, a funcionar nesse tempo, no prédio que viria mais tarde a ser utilizado pela P.S.P. e onde, hoje em dia, funciona o Centro de Acolhimento Temporário – O Girassol.             Desse dia dá-nos conta a “Ilustração Portuguesa”, um suplemento do jornal “O Século”, na sua edição de 09 de Abril de 1917. In: Ilustração Portuguesa nº 329 de 09 de Abril de 1917 (extractos do pub...